Imagens para os contos do Rafa

Rafael Spoladore escreveu uma série de contos sobre a pandemia de COVID-19 e pediu para eu ilustrar. Estou fazendo uns desenhos na correria aqui. Mas já vou publicar uma galeria que vou atualizando conforme eu solto os desenhos pra ele.

Universal Basic Income

foto de Annies Pratt

A Renda Básica Universal esta sendo testada em nove cidades americanas. Na segunda feira, 29 junho de 2020, a publicação americana Forbes reportou que os prefeitos de Los Angeles e Atlanta, juntaram-se a coalisão que garante pagamentos básicos para todos, sem nenhum pré-requisito necessário. A coalisão se chama prefeitos por uma renda garantida e foi fundado por Michael Tubbs, prefeito de 29 anos da cidade de Stockton na Califórnia. Tubbs disse à publicação que, embora a coalizão defenda em conjunto a renda básica, cada cidade também trabalhará para sediar seus próprios testes de renda básica.

A medida ocorre nesse momento em que os Estados Unidos enfrentam as consequências do coronavírus e novas conversas sobre racismo provocadas pelo assassinato de George Floyd. Tubbs disse a Forbes que ele foi motivado a anunciar a coalizão devido a esses eventos: “se não for Covid-19 este ano, será um terremoto no ano que vem, um furacão no ano seguinte ou um incêndio. As pessoas precisam construir resiliência econômica em nossas cidades agora.”

O anúncio foi elogiado por Bernice King, a filha mais nova de Martin Luther King Jr., através de sua página no Twitter na terça-feira:
“Uau. Uma renda básica universal (renda anual garantida) foi o que meu pai recomendou como principal meio de erradicar a pobreza. Este é um poderoso passo adiante”.

As seguintes cidades americanas se juntaram a coalisão:
1. Los Angeles, California.
2. Oakland, California.
3. Tacoma, Washington.
4. Newark, New Jersey.
5. Atlanta, Georgia.
6. Jackson, Mississippi.
7. Compton, California.
8. Shreveport, Louisiana.
9. Saint Paul, Minnesota.
10. Stockton, California – a cidade fundadora da coalisão, Michael Tubbs.

Como as cidades pagarão um rendimento básico?

Enquanto a coalizão argumentar em conjunto por uma renda básica em uma escala mais ampla, as próprias cidades buscarão seus próprios métodos para hospedar testes de renda básica. Isso pode ser feito através de uma parceria pública e privada ou através da criação de um grupo de trabalho que possa encontrar espaço no orçamento da cidade.

A cidade de Stockton poderia fornecer um modelo para o teste. A Demonstração de Empoderamento Econômico de Stockton, um teste de 18 meses que começou em agosto de 2019 e terminou em fevereiro de 2020, forneceu a 125 residentes de baixa renda US$ 500 por mês. O projeto recebeu financiamento do Projeto de Segurança Econômica, um grupo de defesa que apoia ensaios como esses.

O CEO da Tesla e da SpaceX Elon Musk já havia falado antes sobre a necessidade da renda universal básica. Em novembro de 2016, Musk disse a CNBC que: “Devido a automação existe uma chance muito boa que nós vamos precisar de uma renda básica universal, ou algo parecido.”

Elon Musk já disse, em várias ocasiões, que a inteligência artificial poderá crescer muito mais rápido do que os legisladores esperam. A empresa Neuralink, fundada por Musk, desenvolve a conexão entre o cérebro humano e o computador, e tem o objetivo de criar uma relação simbiótica entre humanos e máquinas.

foto de Franck in Japan

“Vão haver menos e menos trabalhos que os robôs não possam fazer melhor”, Musk disse na Reunião de Cúpula da Governança Mundial em Dubai, em fevereiro de 2017. “O que fazer com o desemprego em massa? Isso será um incrível desafio social. Em última análise nós vamos ter algum tipo de renda básica universal. Eu não acho que teremos nenhuma escolha.”

O anuncio desta semana mostra que a política de uma renda básica universal está longe de ser esquecida.

Sincronicidades do Leão

Escudo criado em 2011 – Rukin

Por volta de 2011 comprei uma chapa de madeira para fazer uma ‘drawing board’, melhor dizendo uma prancheta de desenho. Como na época não tinha cavalete e precisava de uma base inclinada para facilitar nos desenhos e pinturas, a prancheta de desenhos viria bem a calhar e para não deixar a prancheta branca (lisa) decidi fazer uma arte, na época estava ouvindo o audiobook do Game of Thrones, o que me inspirou a criar um brasão de armas (coat-of-arms), o escudo do Rukin. Fora a prancheta de desenho o brasão foi usando em cartão de visitas e também em duas pastas de portfólios.

minha casa no Japão onde vivi por 13 anos
portfolio

Eu e minha companheira, a artísta MinnaLoveGalaxy, iamos as vezes num pub ‘alemão’, ou melhor dizendo numa taverna (sub-solo), eles são bem das antigas, o lugar funciona desde 1948 e se chama Lions (ライオン), o chopp Yebisu é uma delícia, quando for peça o yebisu buraku (black).

Para chegarmos no Lions, ou melhor dizendo para irmos para Tokyo a melhor maneira mesmo é ir de trem, leva 50 minutos (dá pra beber (: ). A linha se chama Seibu, o nome vem do Seibu Lions que é o nome do time de baseball profissional do estado de Saitama (onde moravamos) fica a oeste de Tokyo, o mascote do time é um leão.

Eu e a MinnaLoveGalaxy, estamos juntos a 26 anos (2020) e adivinha o signo dela, leão!!!

Ai que chegamos no Brasil e depois de muita cerveja, jazz e arte no Porão da Cerveja acabamos conhecendo o Kreps e o Xto, que já comandavam o Leão das Galáxias e o resto é história…

Para finalizar, estamos de quarentena desde o início de março e ultimamente, por necessidade física começamos a caminhar pelo bairro para esticar as canelas e olha o que eu resgatei ontem (21-jun-2020) da rua, encontrei ele literalmente na sarjeta.

Leão adotado

O lema do Leão é: Liberdade, Justiça e Alegria de Viver!

Os milagres de um bicho azul

Já faz algum tempo que uma curiosa criatura azulada se esgueira pelos corredores do Leão das Galáxias, eventualmente se esfregando nos indivíduos com os quais se afeiçoa. Eu mesmo tive essa sorte há umas 4 semanas enquanto transitava entre o setor esportivo dos campinhos de petanca e a ponte de comando.

Esse simpático ser é conhecido como gato Nanão, ou simplesmente Nanão. Esse nome vem do fato de ele ser um gato grande que gosta de dormir ou “nanar”, dorme por muitas horas, em qualquer canto que lhe apetece.

Andanças do Nanão dentro da nave

Dizem as boas línguas que ele é uma criatura especial que tem um contato íntimo com entidades alienígenas muito sábias, com as quais se comunica por meio de sonhos. Talvez seja por isso que ele dorme tanto. O Nanão é tipo uma mistura de gato rajado da raça “Pelo Curto Brasileiro” com um Quintarrão de Beta Trianguli.

Nanão parado num painel de controle

Mas por que estou falando desse gato?

Bom, já faz alguns dias que tenho vivido um stress pesado com meus problemas pessoais e com as constantes ameaças em nossa rota estelar. Excesso de trabalho, naves piratas, asteróides, lixo espacial à deriva, endemia de COVID-19 na tripulação e dívidas do cartão de crédito. Dessa forma, uma taquicardia recorrente e insônia brava têm sido condições presentes em meu ser. Lá se foram quatro dias seguidos sem dormir.

Palavras, pensamentos, cheiros, gostos, sensações, nada mais fazia sentido, nada tinha diferença. A minha única resposta pra tudo era a taquicardia. Preocupante isso, não?

Na real não, pois numa visita ao posto de saúde da nave, o totem de atendimento com a inteligência artificial da monja/médica Dra. Zenka Bu’fas iniciou um questionário de triagem que já descartou a COVID. Na sequência, um braço mecânico me apalpou por 8 segundos, abaixou a minha língua com um palito e deu um tapa na minha banda esquerda. Por meio de uma mensagem instantânea para o meu espertofone, decretou:

Não é nada, tome bastante água que melhora.

Totem da Doutora Bu’fas

Então caminhei decepcionado para o meu quarto imaginando até quando iria esse pesadelo de não conseguir fechar os olhos e descansar. Deitei em minha cama e liguei a TV no desenho dos SilverHawks, torcendo para que o sono caísse sobre meus olhos. Já havia assistido 3 desenhos, nada de sono, um desespero com ansiedade começava a me assombrar.

Oh deuses do universo, o que faço agora? Ajude-me!

Ouço um mio, o Nanão entra ronronando em meu aposento. Pula sobre a minha cama e acarinha a minha cara com sua cabeça. Um sono incontrolável cai sobre mim, me deito rapidamente bocejando muito.

Ele entra debaixo de minhas cobertas, se deita sobre meu peito, dá um mio e diz:

RELAXA CARINHA EU NANAR VOCÊ. DURMA DURMA VAI.

(Relaxe, carinha, eu vou fazer você dormir. Durma. Durma já.)

Eu dormi um sono profundo e gostoso, sonhei criativamente.

Obrigado, amigo Nanão.

Ideia de aplicativo

Ontem coloquei com Rogerio Krepski a ideia de um aplicativo/programa e agora publico tal ideia. Porque eu nunca vou executá-la. Vai ficar só no campo das ideias. E acredito que publicando ela voa e vai parar na cabeça de alguém que execute. Vamos lá:

Eu como tocador de músicas sem vergonha tenho feito algumas lives – publicação de conteúdo enquanto ele é gerado – de música. Porque tenho uma boa coleção de discos aqui, porque gosto de aparecer e porque percebi que isso realmente ajudava a amenizar a passagem do tempo durante este período cheio de ansiedade e dor que estamos vivendo – a pandemia de COVID-19. Pois depois de uma dessas vezes que “me apresentei” a turma que estava assistindo continuou a conversar em um grupo de WhatsApp. Eis que começam a sugerir músicas a ouvir. Alguém publicava o link para aquela música e todos a ouviam. Cada um clicava quando queria. Aí surgiu esta ideia: e se houvesse uma lista de músicas a serem ouvidas que pudesse ser editada por um grupo e todos, em diferentes dispositivos, ouvissem ao mesmo tempo? Isso já existe mais ou menos. O YouTube, se ligado a uma TV esperta, permite que várias pessoas contribuam com a lista de execução. Podem colocar novos vídeos (repare-se que eu estava falando sobre música, mas o YouTube é uma plataforma que trabalha com vídeos) no final ou logo após a mídia que está sendo executada no momento. Nas plataformas de música como Spotify e Deezer também existem as listas compartilhadas. A novidade aqui seria que em vez de um grupo ouvir a lista em apenas um dispositivo, o grupo ouviria a lista sincronizada em dispositivos diferentes. E poderia ouvir mídias de diferentes fontes na sequência. Por exemplo, uma música do YouTube, depois uma do Deezer, depois uma do Vimeo.

No princípio pensei no funcionamento desta lista de forma descentralizada. Cada pessoa teria acesso a lista e tocaria, de seu aparelho, o link que indicaria cada mídia no tempo correto. Para isso dar certo, todos os usuários do sistema teriam que ter acesso, além da lista com indicação do horário, a todas as plataformas de mídia que fossem usadas. E a uma internet boa. E a lista teria que ter o horário de execução de cada link. E alguém que tivesse acesso a tal lista só poderia usufruir – perceba-se que estou usando palavras que permitem que as mídias executadas sejam tanto de áudio como de vídeo – cada indicação do começo (porque nem todas as plataformas conseguem colocar alguma mídia para tocar a partir de certo tempo como o YouTube).

A primeira contribuição do Kreps foi pensar que isso funcionaria melhor se houvesse uma centralização das execuções. Um servidor central com acesso a várias plataformas de mídia receberia a lista e a executaria, assim como daria acesso a todos que veriam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo. Boa ideia. Depois ele continuou viajando dizendo que poderia rolar a gracinha de colocar a cara de cada um que tivesse ouvindo aquela lista em avatares ou em deep fakes de videoclip dançando para gerar a impressão de juntamento do grupo. Boa.

Na primeira opção os clientes escreveriam e consumiriam uma lista com timecode baseado na duração das músicas. A partir daí cada link seria acessado em determinada hora. Cada cliente teria que ter acesso a todas as plataformas.
Na segunda, os clientes escreveriam uma lista que seria lida pelo servidor de streaming. De lá consumiriam as músicas. O servidor teria acesso a todas as plataformas.

Vamos aos impeditivos de fazer isso: falta de vontade, falta de conhecimento técnico, problemas legais do tipo ‘uma plataforma não pode fazer execução pública de conteúdo restrito’. E assim isso fica apenas no campo das ideias.

Em breve alguém deve fazer isso e ganhar muito dinheiro. Legal!

Navegando seguimos

@rukin – 2020

Depois de atravessar a grande água não tinha escrito nada em japonês ainda. O velho e bom nihongo.

Estudei a língua e conseguia me virar por mim mesmo, demorou e é punk.

Nem vai pensar que falo bem porque não falo nada, só sei me virar.

Não posso negar meu lado japonês, meu avô é japonês e meu pai quando nasceu foi registrado no consulado japonês, por isso ele também é japonês. Sou a ‘segunda’ geração mesmo não tendo cara e olha que para eles esse negocio de segunda ou terceira geração fazem muita diferença. Minha identidade oriental se enraizou, se firmou e se fortaleceu durante meu período em solo nipônico.

A tecnologia abriu as portas da comunicação, localização e tradução. Ajudou e ajuda bastante.

Hoje podemos nos virar em qualquer lugar do mundo, mas inglês ‘people’ é essencial, a língua da Internet, a língua da tecnologia.

É um outro universo o Japão e sua língua. Grato pelas oportunidades e ensinamentos vividos e absorvidos.

Viagem sobre os stickers abstratos

Nessa época andam solicitando bastante as artes para tentar provocar a sensibilidade das pessoas que não tem afeto com os outros. Os egoístas, os ensimesmados e os burros. Neste contexto as artes abstratas podem ser mais efetivas. Porque como estão desprovidas de representação, não carregam mensagens. Apenas colocam para funcionar as capacidades intelectuais sem se inserirem como comunicação. Isso já é legal para dar uma movimentação nos tecidos intelectuais. Então os stickers abstratos ganham mais importância!


Vi que antes de fazer uma propaganda para baixarem os stickers abstratos seria legal dar um tapa lá na página da Google Play. Pelo menos para deixar com uma cara mais próxima (ou bem mais distante) dos outros aplicativos que tem por ali. Vou ver se faço essa semana isso.